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FRANCISCANISMO

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(pelo Dr. Guilherme d’Oliveira Martins)

Santo António de Lisboa (c. 1195-1231), formado em Santa Cruz de Coimbra pela “escola” de S.

Teotónio, foi o primeiro Doutor da Igreja da Ordem dos Frades Menores e simboliza no triângulo bem conhecido – teólogo de cátedra, pregador de púlpito e missionário no mundo – o espírito de abertura e de compreensão, que está presente na identificação da nossa cultura. O certo é que Fernando Martins, Frei António, foi um verdadeiro esteio da Ordem de S. Francisco, entrando no grupo excecional de S. Boaventura, Duns Escoto, Raimundo Lúlio ou Rogério Bacon. Lembremos que foi Lúlio quem primeiro sugeriu o plano de tornear a África, para chegar às Índias. E não disse Jaime Cortesão que o franciscanismo construiu a mística dos Descobrimentos: “eliminando a contradição inibitória que existia entre as necessidades económicas e os postulados da religião”?

Hoje, o Papa Francisco deu uma nova projeção ao «Poverello», que teve influência decisiva na construção da nossa cultura. Basta ver como a literatura portuguesa se alimentou desse “poderoso sopro espiritual”, segundo António Quadros. E se nos gerámos nessa convergência rica e singularíssima entre o Atlântico e o Mediterrâneo, não podemos esquecer a simbiose mística cantada por Frei Agostinho da Cruz:

“Daqui mais saudoso o sol se parte;

Daqui muito mais claro e mais dourado.

Pelos montes, nascendo, se reparte”.

E quando partimos em busca do inserto e do misterioso, fizemo-lo nesse espírito. Do que se tratava era de ligar o “saber de experiências feito” aos sentimentos, numa lírica “repassada de ternura e piedade”. Leia-se Antero de Quental para o compreendermos. E Jaime Magalhães de Lima fala da “glorificação da terra e da alma tal qual a santidade e a poesia a conceberam em um fenómeno de exaltação que foi um relâmpago de luz incomparável sobre todas as dúvidas que nos atormentam a felicidade”. Poderemos ainda citar Camões pelo espírito de que está imbuída a sua obra épica e lírica, perpassada por uma atitude voluntariosa, amorável e terna. E podemos aludir ainda a Francisco de Portugal, Jerónimo Baía, Francisco Manuel de Melo e ao Padre António Vieira. Vieira proclama: “negou-se de tal maneira a si mesmo, que deixou totalmente de ser o que dantes era. Pois se Francisco não era Francisco, que era? Era Cristo?”. E em chegando ao séc. XIX, Garrett, nas “Viagens”, e Herculano em “A Harpa do Crente”, invocam esse mesmo espírito. E podemos ainda lembrar Eça de Queirós, na memória de Frei Genebro, Teixeira de Pascoaes, em “Maranus”: “São Francisco de Assis falava outrora,

Aos animais, às flores, triste e só…”, ou Afonso Lopes Vieira:

O povo da cercania

Vais fazer a montaria

À fera que o assaltava

E os gados lhe perseguia!”.

E até Fernando pessoa nos fala do Santo de Assis ao escrever, à volta de 1912, “Prece”: “Senhor, protege-me e ampara-me. Dá-me que eu me sinta teu. Senhor livra-me de mim”…

O Franciscanismo está no código genético da cultura portuguesa – a partir da consideração do primado da pessoa humana, da valorização da hospitalidade e da entreajuda comunitária e do espírito de disponibilidade para o que é diferente. E, como salientou, Agostinho da Silva, o mundo que o português criou corresponde a uma síntese onde tudo se encontra: o sonho, a descoberta, a aventura, a cordialidade, o desafio, a incerteza, a disponibilidade, o diálogo, a diferença, a natureza… E se nos lembrarmos do prolóquio popular, que persiste nos Açores, “a cada canto seu Espírito Santo”, fácil nos é de perceber esta influência como sinal emancipador. E o certo é que esse culto foi obra de franciscanos, para quem “Cristo era irmão dos humildes; e a Virgem, a Mãe misericordiosa dos homens”.

(in, Voz da Verdade, Ed. N.º 4081, 16 de junho de 2013)

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Santo António 2013

HOMILIA DE D. NUNO BRÁS MARTINS NA EUCARISTIA SOLENE

“Vós sois o sal da terra […]; vós sois a luz do mundo” (Mt 5, 13.14). Deste modo se dirigia o Senhor Jesus aos seus discípulos, mostrando o quanto eles são essenciais para o mundo de então e de hoje.
No mundo, afirma o Senhor Jesus, os discípulos são como o sal: dão-lhe o sabor. Quase parece uma contradição com o modo como os cristãos são hoje olhados pela generalidade do mundo contemporâneo. É pensamento comum precisamente o contrário: que ser cristão é sinónimo de incapacidade de dar sabor à vida e de retirar dela o sabor. É pensamento comum – certamente porque fomos incapazes de mostrar o que significa verdadeiramente ser sal e dar sabor – ser cristão é uma realidade desinteressante, mesmo infeliz; que um cristão vive carregado de sentimentos de culpa e rodeado de proibições. E que, ao contrário, aquele que vive longe da vida cristã, esse se encontra mais livre para fazer o que quer, para ser “irreverente” ou “rebelde” frente ao comum da sociedade.
Devemos, no entanto, reconhecer que esta ideia é mais algo de construído, que nos querem impor, do que, propriamente, uma realidade: hoje, viver como cristão é qualquer coisa de quase raro. Frente aos valores que nos são impostos pelo modo de vida contemporâneo, ser cristão significa, de facto, ser irreverente e rebelde.
Significa não aceitar como normal um modo comum de viver em que cada um é norma de si mesmo; significa não aceitar como normal um modo comum de viver em que a economia e o lucro financeiro determinam todas as outras dimensões da vida social; significa não aceitar como um modo comum de viver sem horizontes que não os da vida curta que a realidade biológica nos proporciona.
Pelo contrário: o cristão é alguém que não apenas vive o sabor da vida, como proporciona à vida do mundo o seu sabor.
Longe de viver carregado de sentimentos de culpa, o cristão vive a certeza do amor de Deus – a certeza de uma realidade sempre maior que o seu pecado. Diante daquilo que em si é falta de amor, o cristão vive diariamente o sabor do perdão verdadeiro, que o Pai oferece àqueles que O procuram de coração sincero.
Diante da realidade da solidão em que o nosso mundo caiu, mesmo quando nos acotovelamos uns aos outros nas ruas das nossas cidades, o cristão saboreia o quanto é bom e feliz nunca estar sozinho: com ele encontra-se sempre o Pai; com ele encontra-se sempre o sabor da fraternidade dos outros cristãos, da comunidade.
Diante da realidade de um mundo sem sentido para a vida, que vive apenas por viver, o cristão saboreia o quanto é bom saber que não apenas um dia sucede a um outro, e que teremos, inevitavelmente que caminhar para o fim, mas que toda a realidade que nos rodeia tem um sentido: a vida eterna e feliz com Deus – que tudo para aí se encaminha e que esse caminho é a realidade final, definitiva.
Quem encontrou Deus em Jesus de Nazaré, encontrou o sabor da vida. E por isso não podemos deixar de cantar; e por isso não podemos deixar de encarar o sofrimento com serenidade e amor; e por isso não podemos deixar de viver percebendo pacificamente que a nossa vida não é simplesmente construida por nós, mas que, ao nosso lado, se encontra
Aquele que tudo pode e que nos dá forças para além daquelas que possuímos, para nos ultrapassarmos em favor do próximo.
Mas não encontrámos só o sabor da vida. Somos igualmente sal que muda o sabor do viver habitual do mundo.
É raro nós, os cristãos, tomarmos posições de força, de reivindicação; poucas vezes falam de nós na comunicação social, a não ser por escândalos ou por razões superficiais; somos ignorados pela maioria dos políticos e dos intelectuais, convencidos que estão da sua autossuficiência.
E, no entento, que seria o mundo sem Cristo? Que seria o mundo sem a perspetiva da vida eterna que apenas a ressurreição de Jesus abriu para o ser humano? Que seria o mundo sem a Eucaristia, silenciosa mas que eficazmente o transforma, de realidade meramente material em matéria vivificada pelo espírito de Deus? Que seria o mundo sem a caridade, sem aqueles que, esquecendo-se de si mesmos, procuram apenas e sinceramente o bem do próximo, qualquer que ele seja, sem olhar a horários ou a retribuições? Que seria o mundo, afinal, sem a realidade do Amor que tudo vence, tudo esquece, tudo perdoa, tudo espera, tudo alcança? Com todos, partilhamos da vida da sociedade e do mundo em que Deus nos chamou à existência. Mas com Jesus Cristo partilhamos a vida abundante que Ele comunica aos seus e, por meio deles, ao mundo inteiro.
Não podemos calar, não podemos esconder, não podemos deixar de mostrar, diante de todos, a bondade do Senhor.
A vida de Santo António, cuja solenidade hoje celebramos, foi toda ela ocupada pelo encontro com Deus. De Deus recebeu ele o sabor da sua existência. E deixou-se atrair cada vez mais, sem medo. E, em cada dia que passava, esse sabor tornava-se mais vida; em cada momento, a sabedoria recebida tornava-se luz que comunicava e brilhava; em cada instante, a luz vencia as trevas dos enganos e do erro, e mostrava a verdade de cada um e de todos.
A vida de Santo António, podemos dizê-lo, é toda ela transformada pelo sal divino que a tudo dá sabor e sentido. E, por isso, o seu sabor ultrapassa todas as fronteiras e se torna, de facto, universal.
Peçamos também nós a santo António a graça de nos deixarmos transformar, salgar, por Deus em cada momento, de modo a podermos espalhar o sabor divino à nossa volta e no meio da nossa cidade.
 
+ D. Nuno Brás Martins
Bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa

RELIGIOSIDADE POPULAR: St. António nas palavras do Papa

Bento XVI em catequese sobre o santo português, um dos «mais populares de toda a Igreja Católica»

D.R.

Lisboa, 13 jun 2012 (Ecclesia) – Santo António de Lisboa, nascido no século XII, é uma das figuras “mais populares” da Igreja e mereceu já a atenção de Bento XVI numa das suas catequeses semanais, a 10 de fevereiro de 2010.

“Trata-se de um dos santos mais populares de toda a Igreja Católica, venerado não só em Pádua, onde foi construída uma maravilhosa Basílica que conserva os seus despojos mortais, mas em todo o mundo. São queridas aos fiéis as imagens e as imagens que o representam com o lírio, símbolo da sua pureza, ou com o Menino Jesus no colo, em recordação de uma milagrosa aparição mencionada por algumas fontes literárias”, disse então o Papa.

Ainda em Portugal, Fernando, que viria a assumir o nome de António, foi recebido entre os Cónegos Regulares de S. Agostinho em Lisboa e Coimbra, mas pouco depois da sua ordenação sacerdotal ingressou na Ordem dos Frades Menores [Franciscanos], com a intenção de se dedicar à propagação da fé entre os povos da África.

O santo português, que morreu em Pádua, Itália,  no ano de 1231, foi o primeiro professor de teologia na ordem fundada por São Francisco de Assis, tendo ficado famoso pelos seus sermões.

Para o atual Papa, “António contribuiu de modo significativo para o desenvolvimento da espiritualidade franciscana, com os seus salientes dotes de inteligência, equilíbrio, zelo apostólico e, principalmente, fervor místico”.

Na sua catequese, Bento XVI falou num “ensinamento muito importante também hoje, quando a crise financeira e os graves desequilíbrios económicos empobrecem não poucas pessoas, e criam condições de miséria”.

“António convidou várias vezes os fiéis a pensar na verdadeira riqueza, a da cruz, que tornando bons e misericordiosos, faz acumular tesouros para o Céu”, recordou.

Bento XVI destacou ainda “uma atividade apostólica tão intensa e eficaz” na Itália e na França que “induziu muitas pessoas que se tinham afastado da Igreja a reconsiderar a sua decisão”.

O Papa Gregório IX canonizou-o  apenas um ano depois da morte, em 1232, também após os milagres que se verificaram por sua intercessão.

Pio XII, em 1946, proclamou Santo António como “Doutor da Igreja”, atribuindo-lhe o título de "Doutor evangélico".

OC - http://www.agencia.ecclesia.pt

 

 

 

Solenidade de S. António 2012   

Palavras de D. Nuno Brás Martins

1. Reúne-nos aqui a celebração da solenidade de Santo António, porventura o filho mais ilustre na nossa cidade e da nossa diocese de Lisboa. Não podíamos nós, cristãos, deixar passar em claro semelhante data, na sequência, aliás, do que acontece desde há muitos séculos, com todos aqueles que nos precederam na fé e na vida da cidade.
Contudo, se é certo que S. António nasceu em Lisboa, precisamente neste lugar onde agora celebramos a Eucaristia, não festejamos hoje o seu nascimento para o mundo, como Fernando de Bulhões; celebramos antes o seu nascimento para o céu, como Fr. António de Lisboa, em 13 de Junho de 1231, num mosteiro de irmãs clarissas, perto da cidade italiana de Pádua, que já em vida o tinha adotado como seu.
O mesmo é dizer: o que celebramos não é tanto o homem de Lisboa mas o que a graça de Deus pode realizar em nós; a transformação naquele com quem partilhamos a mesma cidadania natal; o anúncio incansável do Evangelho por parte daquele que, na fidelidade ao mandamento do Senhor ressuscitado, deixou a sua terra e os seus para, em lugares e diante gentes desconhecidas, anunciar a verdade sobre Deus e o homem.
2. Santo António é, em primeiro lugar, o pregador. É certo que, durante muitos anos, permaneceu em silêncio. A sua vocação mais parecia ser aquela de um contemplativo, primeiro no Mosteiro de S. Vicente de Fora e, depois, porque incomodado pelas muitas visitas de familiares e amigos, em S. Cruz de Coimbra.
Foram tempos de completa dedicação a Deus. Mas, ao mesmo tempo, de total disponibilidade para que a Sabedoria divina lhe moldasse a inteligência e toda a sua vida. Foram tempos de leitura, meditação, refúgio em Deus. Foram os tempos necessários para que o homem Fernando de Bulhões desse lugar, no seu coração, ao tesouro inesgotável que apenas Deus pode e quer conceder a todos os que se dispõem a escutá-Lo e a dar-Lhe o lugar único que só a Ele pertence.
Mas poderia alguém, assim moldado pela Sabedoria divina, permanecer indiferente aos apelos que lhe chegavam da Igreja e do mundo?
Da Igreja, Fernando viu chegar a Coimbra alguns dos primeiros franciscanos que se dirigiam a Marrocos para aí anunciar o Evangelho. A radicalidade da pobreza e a total entrega à evangelização – de tal modo total que, tempos depois, os viu regressar como mártires que tinham dado com a sua vida o testemunho supremo de Cristo – não podiam deixar de falar mais alto. Também nele, Fernando, se dá uma nova conversão, provocada pelo mesmo Senhor Jesus, mas que, agora, o faz partir para outras terras e aí anunciar o Evangelho.
3. Do mundo, tinha Fr. António escutado igualmente o apelo. Primeiramente, o apelo daqueles que, no norte de África desconheciam Jesus Cristo. Poderia ele ficar indiferente a todas as multidões que, embora adorando o único Deus, desconheciam o seu verdadeiro rosto, e a salvação que nos é oferecida em Jesus Cristo? Depois, quando um acaso o desviou do regresso à pátria e o levou até Itália, escutou igualmente Fr. António de Lisboa o apelo daqueles que, no norte daquela Península e no sul de França, apesar de terem escutado o Evangelho, viviam enganados por pensamentos e doutrinas que, de facto, os afastavam do verdadeiro Senhor.
Do mundo, escutou ainda Fr. António o apelo de todos aqueles que, vivendo na abundância do ter, esqueciam a sua dignidade e a dignidade dos demais, em modos de viver que rebaixavam a natureza humana, seja porque oprimiam os pobres, seja porque se oprimiam a si mesmos em pensamentos, palavras e atitudes.
4. E a sua língua, até então silenciosa, soltou-se, tornando-se instrumento da verdade, ora com palavras de perdão, ora com palavras duras e acutilantes, diante de poderosos e pecadores: era o Evangelho vivido e anunciado; a Palavra divina que transforma, converte, mostra o seu poder. Longe de Fr. António pregar aquilo que apenas a sua inteligência, o seu pensamento brilhante lhe ditavam. Aliás, a sua inteligência, o seu pensamento, as suas palavras tinham há muito sido transformados pela Sabedoria divina e só a ela podiam dar lugar. Também nele, afinal, a Palavra se tinha feito carne, voz, gesto, milagre: era, como afirmava S. Francisco, o Evangelho sem desconto, na sua radicalidade e, simultaneamente, na verdade da sua ação transformadora.
5. O mundo contemporâneo aproxima-se em muito – nos seus valores e nas suas atitudes – àquele outro da Europa dos meados do séc. XIII, como este se aproximava igualmente daquele a quem os próprios Apóstolos anunciaram o Evangelho.
As festas – as Festas da Cidade e a festa que cada um de nós faz em seu coração – são devidas, não apenas porque todo o ser humano necessita delas, quanto, sobretudo, porque não pode deixar de nos alegrar sermos concidadãos de um tão ilustre homem e cristão, como foi Santo António.
E este seu exemplo de homem totalmente conquistado por Deus e entregue à tarefa da evangelização não pode deixar de nos interpelar.
Se não nos é possível entregar todas as horas do dia à oração e ao encontro com Deus, é para nós, cristãos, essencial dedicar, pelo menos alguns momentos, à intimidade com Aquele que é o centro de toda a nossa existência. Se não nos é possível partir para terras longínquas para anunciar o Evangelho, tenhamos a consciência de que bem perto de nós muitos não conhecem, de facto, o Senhor; e que muitos outros seguem doutrinas estranhas, que os afastam da verdade; e que muitos outros ainda vivem como se Ele não existisse, entregues à soberba, ao orgulho do seu pensamento ou à vida sem regras que os faz parecer menos humanos.
“Aprendi a Sabedoria com simplicidade, reparto-a sem reservas e não escondo a sua riqueza, porque ela é, para os homens, um tesouro inesgotável”. A Palavra de Deus, que em S. António de Lisboa se tornou vida, convida-nos a termos a docilidade de, em nossos corações, encontrar uma habitação disponível, para que a todos chegue a salvação que Jesus nos adquiriu com o seu sangue.
No final da procissão
Santo António regressou hoje, uma vez mais, à sua cidade.
Por entre cânticos e aclamações venerámos aquele que é, desde há muito, o cidadão mais ilustre e conhecido da nossa cidade.
Não pelo facto de ter nascido aqui em Lisboa – seria nisso apenas um igual a tantos que aqui nos encontramos – mas porque, tendo-se deixado transformar, converter, pela Palavra de Deus, se tornou, efetivamente, pelo mundo inteiro, “o Santo”, aquele a cuja intercessão junto de Deus, muitos recorrem ao longo das suas vidas, nas suas aflições e nas suas alegrias.
É devida a festa que a cidade presta ao seu mais ilustre. É devida a festa que, a pretexto do Santo, vivemos também nós.
Mas, a todos, de fé convicta e segura, ou de interrogações sinceras e de procura incessante, Santo António não deixa de interpelar – hoje como no seu tempo – sobre como vai o nosso existir como seres humanos e como cristãos.
Hoje, como no seu tempo, ele coloca-nos diante da verdade – daquela que nos ultrapassa, não apenas porque tem mais razões, mas porque, sendo mais divina, é também mais humana: a verdade que é Jesus Cristo; a verdade que nos confronta; a verdade que, mesmo colocando a nu o nosso pecado, nos ajuda a ser mais e melhor.
Deixemos que este confronto com a Verdade que é Jesus Cristo, seja ele a dar a razão última à nossa alegria e à nossa festa.
Nuno, Bispo Auxiliar de Lisboa

13 de Junho de 2012

S. ANTÓNIO: TEÓLOGO DA RESSURREIÇÃO

Maria Santíssima, depois de o Senhor seu Filho ter sido sepultado, como alguns dizem, não se retirou mais do sepulcro, mas ali de continuo vigiou, toda lacrimosa, até ao momento em que, em primeiro lugar, mereceu ver o Ressuscitado. Por isso, os fiéis celebram o sábado em sua honra.
Jesus foi sepultado de tarde e ressuscitou de madrugada, a fim de se cumprir o dito do Profeta: De tarde haverá choro e de manhã alegria.
Sepultado por volta de vésperas na sexta do sábado, que se chama Parasceve, permaneceu no túmulo na noite seguinte e durante o dia de sábado, juntamente com a noite a seguir. Ao terceiro dia, isto é, no primeiro dia depois do sábado ressuscitou. E certamente jazeu um dia e duas noites no sepulcro, porque ajustou a luz da sua simples morte às trevas da nossa dupla morte.
Com efeito, nós estávamos duplamente presos pela dupla morte da alma e do espírito.
Com a sua morte da carne Jesus pagou as nossas duas mortes.
O Senhor apareceu dez vezes depois da Ressurreição: cinco vezes no próprio dia da Ressurreição: a Maria Madalena, às mulheres que regressavam do túmulo, a Pedro, aos seus dois discípulos de Emaús, a dez Apóstolos; as outras cinco aconteceram aos discípulos (na presença de Tomé); a sete discípulos numa pesca; aos mesmos no monte Tabor, aonde os tinha mandado reunir; no dia da Ascensão apareceu mais duas vezes; a primeira, quando os discípulos comiam no cenáculo; a outra, depois no Monte das Oliveiras, quando se despediu dos onze e Maria Santíssima, que estava acompanhada das outras santas mulheres.
Quando nos encontrarmos na Ressurreição geral, Deus tirar-nos-á a ruga de toda a dúvida e a mancha de toda a mortalidade e de toda a fraqueza. Naquela Ressurreição geral, o paraíso do Senhor, ou seja glória do nosso corpo glorioso, será regado por quatro rios; o Fisão, o Gião o Tigre e o Eufrates, que são os quatro dotes da claridade, subtileza, agilidade e imortalidade.
Eis-nos, irmãos caríssimos, reunidos nesta Ressurreição pascal.
Nós vos pedimos que compreis os perfumes das virtudes com o dinheiro da boa vontade, a fim de poderdes ungir os membros de Cristo com a suavidade da palavra e com o odor do bom exemplo, vos recordardes da morte e entrardes no túmulo da celeste contemplação.
Aqui vereis o Anjo do Grande Conselho, o Filho de Deus, sentado à direita de Deus Pai.
Ele que na Ressurreição geral, quando vier julgar este mundo por meio de fogo, aparecer-vos-á glorioso e vê-lo-eis, tal qual é, por séculos dos séculos.”


Fonte: Álbum comemorativo do aniversário da morte de Santo António, pág. 32-33.

 Santo António de Lisboa: O santo que desafia os cristãos a aproximarem-se da Palavra de Deus

Eram milhares. Todos queriam lembrar o santo, pedir um desejo e deixar-lhe uma flor. No dia de Santo António, 13 de Junho, a freguesia da Sé encheu-se de fiéis que quiseram celebrar o padroeiro secundário de Portugal e padroeiro principal da cidade de Lisboa.

Na Igreja de Santo António de Lisboa, D. Joaquim Mendes presidiu à Eucaristia. “É admirável como, após setecentos e oitenta anos da sua morte, o celebramos, invocamos e sentimos vivo e presente entre nós. É que os Santos não morrem, mas vivem em Deus, e estão presentes junto de Deus com a sua intercessão e próximos de nós com a sua solicitude, estimulam-nos com o exemplo da sua vida e da sua santidade à fé, à esperança e à caridade, ao seguimento de Cristo, à realização da nossa vocação à santidade”.

Santo António “assumiu a sua vida e a sua vocação de cristão como um caminho de santidade, que empreendeu com fé e com determinação desde os primeiros ano”, acrescentou o Bispo Auxiliar de Lisboa. “Na vida de Santo António verificamos que a santidade é uma divina aventura, de quem se mete pelos caminhos de Deus, e se deixa conduzir pelo seu Espírito”, referiu D. Joaquim Mendes.

Nesta Festa de Santo António, foi também sublinhada a actualizada do santo. “O tempo em que vivemos tem muito de semelhante com o tempo em que viveu Santo António: um tempo de descristianização, de afastamento e de alheamento de Deus. Muitos dos homens e mulheres do nosso tempo vivem como se Deus não existisse. “Num mundo que frequentemente sente Deus como supérfluo e estranho”, os cristãos são desafiados pelo exemplo de Santo António a aproximarem-se mais da Palavra de Deus, a conhecê-la, a estudá-la a meditá-la e a vivê-la, para a poderem anunciar e testemunhar”.

D. Joaquim Mendes terminou lembrando a influência do santo na vida de muitos cristãos. “Não há cidade ou aldeia do orbe católico que não tenha um altar ou uma imagem de Santo António. A sua imagem tranquilizadora e serena ilumina com o seu sorriso milhões de casas cristãs, alimentando a fé, a confiança e a esperança na providência de Deus”.

Da parte da tarde, uma procissão reuniu milhares de fiéis perlas ruas de Alfama. Na conclusão da procissão, D. Joaquim Mendes convidou a imitar Santo António: “A verdadeira devoção leva à imitação: sentimo-nos também interpelados com o exemplo da sua vida, com a sua santidade e pelos seus escritos, onde sobressai o vigor e a beleza do Evangelho e onde ele nos recorda as grandes verdades da fé e da salvação, nos chama à conversão aos caminhos de Deus e nos convida a assumir o Evangelho como regra de vida e a grande força para a transformação social, que tanto necessitamos”.

(Patriarcado de Lisboa)

Mensagem de Saudação

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Amigos.

Estamos a dar os primeiros passos no lançamento desta página dedicada a Santo António, o santo universal, a partir do local que assinala o seu nascimento: a Igreja de Santo António, em Lisboa, Portugal.

Queremos levar-vos a mensagem cristã que Santo António anunciou de maneira sábia, através dos seus textos, dando-nos Jesus Cristo e a Palavra de Deus, tal como a sua imagem habitualmente no-lo apresenta: com o Menino Jesus ao colo sentado sobre a Bíblia. Também queremos oferecer-vos notícias, fotografias, vídeos, assim como orações.

Queremos convidar-vos a enviar-nos as vossas mensagens e até as vossas orações e intenções que apresentaremos a Jesus Cristo por intercessão de Santo António, aqui na sua igreja. Esperamos a vossa colaboração.

Para todos aqueles que nos visitam nesta página de Santo António a nossa saudação franciscana de PAZ e BEM.

Em nome dos Franciscanos e demais colaboradores da Igreja de Santo António, o Reitor:

P. Jorge Marques, OFM

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Greeting

Dear friends,
We are taking the first steps to launch this webpage dedicated to Saint Anthony - the universal saint, from a place that celebrates his  birth, the Church of Saint Anthony in Lisbon, Portugal.
We want to share with you the Christian message that Saint Anthony announced with wisdom through his texts, giving us Jesus Christ and God’s Word, as his own image frequently shows: with the child Jesus on his lap over the Bible. We also want to offer you news, photos, videos, as well as prayers.
We invite you to send us your messages and also your prayers and intentions which we will present to Jesus Christ through the intercession of Saint Anthony, here in his church. We appreciate your cooperation.
Franciscan greetings of Peace and Goodness for all of you who visit this webpage dedicated to our Saint Anthony.
On behalf of the Franciscans and all the associates of the Church of Saint Anthony, the Rector:

P. Jorge Marques, OFM

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Salutation 

 

Chers amis:

Nous sommes en train de faire les premiers progrès pour le lancement de cette web page dédiée à Saint Antoine, le Saint universel, a partir du lieu qui désigne sa naissance: l’Église de Saint Antoine, à Lisbonne,  Portugal.

Nous voulons vous transmettre le message chrétien que Saint Antoine à annoncé de manière savante à travers  ses textes, qui nous donnent Jésus-Christ et la Parole de Dieu, tel que son image nous le représente: avec le Jésus enfant sur ses genoux, assis sur la Bible. Nous voulons aussi vous offrir des nouvelles, photographies, vidéos, ainsi que des prières.

Nous voulons encore vous inviter à nous envoyer vos messages et même vos prières et intentions que nous présenterons à Jésus-Christ, par l’intercession de saint Antoine, ici dans son Église. Nous attendons votre collaboration.

Pour tous ceux qui nous visitent dans cette web page de Saint Antoine, notre salutation franciscaine de PAIX et de BIEN.

Au nom des Franciscains et d’autres collaborateurs de l’Église de Saint Antoine, le Recteur :

 P. Jorge Marques, OFM

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Grußbotschaft

Liebe Freunde, 

dies sind die ersten Schritte der Publikation dieser Website, die dem heiligen Antonius gewidmet sein soll, dem universellen Heiligen. Wir tun es von dem Ort aus, wo er geboren wurde, der Kirche des heiligen Antonius in Lissabon, Portugal.Durch Texte des Heiligen wollen auch wir die christliche Botschaft weitergeben, die er so weise gekündet hat, indem er uns Jesus Christus und das Wort Gottes verkündete. Denn so wird er ja für gewöhnlich dargestellt: auf dem Arm das Jesuskind, das auf einer Bibel sitzt.Außerdem sollen hier Nachrichten, Fotos, Videos, sowie Gebete veröffentlicht werden.Wir laden darum alle ein, uns Ihre Beiträge zu schicken, auch Ihre Gebete und Anliegen, die wir hier in der Kirche des heiligen Antonius und mit seiner Fürsprache gern vor unseren Herrn Jesus Christus bringen.Allen, die uns über diese Seite des heiligen Antonius besuchen, gilt unser franziskanischer Gruß: FRIEDE und HEIL.Im Namen der Franziskaner und aller Mitarbeiter in der Kirche des heiligen Antonius:

P. Jorge Marques, OFM, Rektor

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Saludo 

Amigos.

Estamos dando los primeros pasos en el lanzamiento de esta página dedicada a San Antonio, el santo universal, desde el lugar que señala su nacimiento: la Iglesia de San Antonio, en Lisboa, Portugal.

Queremos llevaros el mensaje cristiano que San Antonio anunció de manera sabia, a través de sus textos, dándonos a Jesucristo y la Palabra de Dios, tal como su imagen habitualmente nos lo presenta: con el Niño Jesús en brazos sentado sobre la Biblia. También queremos ofreceros noticias, fotografías, vídeos, así como oraciones.

Queremos invitaros a enviarnos vuestros mensajes y hasta vuestras oraciones e intenciones que presentaremos a Jesucristo por intercesión de San Antonio, aquí en su iglesia. Esperamos vuestra colaboración.

Para todos aquellos que nos visiten en esta página de San Antonio nuestro saludo franciscano de PAZ y BIEN.

En nombre de los franciscanos y demás colaboradores de la Iglesia de San Antonio, el Rector:

P. Jorge Marques, OFM

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Hino do Ano da Fé - Coro da Sé

Exaltemos St. António - Coro Seminário da Luz

St. António Padroeiro - Coro Seminário da Luz